sexta-feira, 13 de maio de 2011

Homenagem póstuma

Este texto foi escrito no dia 25 de setembro de 2010, data em que meu avô paterno faleceu, após uma longa jornada. E, segundo a visão dele, uma longa espera. Redigi durante o voo Brasília/Rio, no qual me encontrava, a caminho do velório que antecederia seu sepultamento. O plano era compartilha-lo na referida ocasião, porém, como diz o provérbio chinês: "Três coisas não voltam atrás: a palavra proferida, a flecha lançada e a oportunidade desperdiçada..." e eu perdi a oportunidade.
Eis o texto:

REFLEXÃO
Hoje aqui não há tristeza. Só lembranças e saudade. Há seis anos, 4 meses e 3 dias da passagem da minha avó tão saudosa, tão querida, ele se foi. Pra ele,essa espera foi longa, pois seu espírito ansiava  ser recebido pelo Senhor.
Observei algumas coincidências, uma bem pessoal: pouco antes de sua morte eu perdi o sono e não conseguia mais dormir. Levantei, andei pela casa, cobri meus filhos...as outras foram:
Os dois se foram numa manhã de sábado; meu avô mais cedo. Lembram-se que ele gostava da madrugada? Cedinho, até quando pôde, ele estava de pé. Na morte não foi diferente.
A outra é que morreram no ano em que fariam aniversário, mas o mais importante e que não é coincidência:ambos morreram no Senhor.
Quero falar sobre isso: não digo que morreram no Senhor porque pertenceram a uma denominação religiosa, mas porque eram pessoas de bem, reconhecidamente Filhos da Luz, por causa de suas obras.Eles mostraram que para ser reconhecido e lembrado como um verdadeiro cristão, não basta dizer "eu sou", é preciso SER. Ter vida.
Sexta-feira assisti um filme que contava a história de um velhinho.Falava sobre aspectos da velhice. Num dado momento da história, um jovem pergunta a ele sobre qual seria a melhor coisa da velhice. Ele responde:"Você aprende a separar o joio do trigo e deixa de se preocupar e se aborrecer com bobagens, com coisas pequenas."
Isto é um ensinamento. Temos muito a aprender com os que muito viveram; eles tem muito a ensinar.
Enquanto fui criança, minha percepção sobre meu avô era vaga e superficial. Porém quando me tornei adulta, reconheci em meu avô um homem sábio.Era um homem de poucas palavras e muita observação. O pouco falar é característica dos sábios. " No muito falar não falta transgressão." Pv 10:19. Nossos maiores problemas são ocasionados por nossas palavras. Moderar os lábios é ser prudente, é ser sábio. Meu avô deixou pra mim este exemplo: quando eu falar, que seja sabiamente, se eu não ferir, nem magoar o meu próximo, se eu não causar males, já terei sido benção, terei sido sábia.
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O texto termina aqui, porém quero acrescentar que ele era espirituoso quando queria, contador de histórias e anedotas que arrancavam gargalhadas dos que estavam ao redor. A mesa da minha avó estava quase sempre cheia de gente, era tão bom! às vezes suas piadas nem eram tão engraçadas, mas ele possuia um jeito peculiar de conta-las, e isso bastava pra gente rir.
Alguém que o conheceu na juventude talvez possa dizer: " Ah, mas ele não foi sempre sábio, cometeu lá uma ou outra estupidez.." e eu respondo: não me importa. Primeiro porque ninguem adquire sabedoria se viveu em brancas nuvens, se não errou um bocado na vida. Foram suas experiências que o tornaram o homem que eu admirei. Segundo: o Sr. Tertulino que conheci foi esse que contei aqui.
Era branco dos olhos azuis! ninguém diria que era meu avô...

SOBRE MINHA AVÓ tenho muito a dizer, então vou reservar um espaço especial para isso em outra postagem.Principalmente porque muito do que sou e do que tenho hoje, eu atribuo a ela. Uma influência dela determinou fatores importantes na minha vida.  Por ora o quero  dizer é que ela partiu em 22 de maio de 2004, ano em que cheguei em Brasília. Dona Aparecida. Apesar de ter estado doente  dias antes de sua partida e de conviver com o diabetes por muitos anos, ela se cuidava, então sua morte foi muito inesperada. já estava idosa, claro, mas pensávamos que  a teríamos ainda por  vários anos.Ela era forte, tinha fibra, era honesta, uma pessoa do bem.Não era de afagos, nem demonstrações físicas de afeto, mas sentíamos o seu amor. Talvez tivesse vergonha de demonstrar, mas sem dúvida ela nos amava.
Quando podia, vinha nos visitar. Era uma festa pra nós a presença dela. Trazia doces, agradava. E quando ia embora, deixava um vazio imenso no coração da gente. Deixou saudade, muita saudade. Será lembrada pra sempre com muito carinho. Tenhos muitas lembranças. Lembranças doces da minha infância, das poucas vezes em que conseguia o privilégio de passar férias escolares em sua casa. Muitos tios, muitos primos, sempre muita gente, muita alegria. Doce, feliz e saudoso tempo que não volta mais.
Encerro esta parte aqui, com profundo carinho e gratidão aos dois, por deles descender, é um orgulho pra mim.
Drica Mendes


domingo, 8 de maio de 2011

Alma de Mulher
"Alma de Mulher "Nada mais contraditório do que ser mulher... Mulher que pensa com o coração(nem sempre...), age pela emoção e vence pelo amor. Que vive milhões de emoções num só dia e transmite cada uma delas, num único olhar. Que cobra de si a perfeição e vive arrumando desculpas para os erros daqueles a quem ama. Que hospeda no ventre outras almas, dá a luz e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou. Que dá as asas, ensina a voar mas não quer ver partir os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem. Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes. Que como uma feiticeira transforma em luz e sorriso as dores que sente na alma, só pra ninguém notar. E ainda tem que ser forte, pra dar os ombros para quem neles precise chorar. Feliz do homem que por um dia souber entender a Alma da Mulher!"Autor: ( Desconhecido )

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sobre ser mãe:"...se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi..."

Hoje à tarde ouvi um doce cantarolar infantil. Soava baixinho,ritmado e afinado.Fui procurando pela casa a pessoinha, cuja voz me despertou. Lá num cantinho estava o Pedro Henrique(pra quem não sabe, um dos meus filhotes) ensaiando a canção que-sem querer descobri- será tema da apresentação do dia das mães na escola.
Gente, que coisa mais singela,doce e afetuosa. Mudou minha tarde.Um pequeno ser de 5 anos de idade, cantando, cheio de gestos, com um sorriso largo e a carinha mais marota que já vi! me emocionei tanto que não sabia se ria ou se chorava: fiz os dois; a declaração que ele ensaiva era pra mim...
Até ouvir dos lábios dele, nunca tinha parado pra "ouvir" o que diz a canção tão conhecida.
Dentre todas as recompensas da difícil tarefa de ser mãe, com certeza absoluta, ouvir e vê-los se declarando sem pudores pra você é uma das maiores! não é a maior porque ver o filho bem sucedido na vida leva o primeiro lugar do "ranking" dos desejos maternos em relação aos seus filhos.
Mas, de repente ele resolveu parar. Deve ter se lembrado que era uma surpresa...eu comecei a rir do desconcerto dele, que saiu  fora com uma expressão que dizia:" vou me mandar antes que ela pergunte o que é!" porém mais tarde, ele não resistiu e veio cantar pra mim a canção inteira! e resolvi coloca-la aqui pra quem quiser ver...
Sempre que ouvir essa música, vou me lembrar do PH. São esses doces momentos que fazem as doces lembranças que terei nos anos futuros.

Quando te Vi
(Beto Guedes)
Nem o sol
Nem o mar
Nem o brilho
Das estrelas
Tudo isso
Não tem valor
Sem ter você...

Sem você
Nem o som
Da mais linda
Melodia
Nem os versos
Dessa canção
Irão valer...

Nem o perfume
De todas as rosas
É igual
À doce presença
Do seu amor...

O amor estava aqui
Mas eu nunca saberia
Do que um dia se revelou
Quando te vi...

Nem o perfume
De todas as rosas
É igual
À doce presença
Do seu amor...

O amor estava aqui
Mas eu nunca saberia
Do que um dia se revelou.