quinta-feira, 28 de abril de 2011

"...Se um dia eu pudesse ver meu passado inteiro e pudesse parar de chover nos primeiros erros só..."

Eu não teria crescido...
Estive conversando com uma amiga estes dias sobre coisas da vida. Situações que não queríamos ter vivenciado, mas que foram inevitáveis, erros, acertos. Sobre o que eu faria diferente se pudesse voltar atrás em algumas coisas...entretanto, concordamos que a   maturidade vai se consolidando  principalmente através destas experiências cujos resultados não foram muito satisfatórios, e, mudar uma cena pode alterar toda a história.
A verdade é que aprendi  mais com erros que com acertos, logo, seria outro erro- e agora graaande-mudar os circunstâncias do passado, se tivesse o poder de fazê-lo.Foi essa história, a minha, como está escrita até o dia de hoje, que me trouxe até aqui, a esta estatura. Estaturazinha, pois eu sei que que enquanto  viver, vou escolher, experimentar,aprender(ou não) , amadurecer(ou não). Escolher, experimentar,aprender(ou não), amadurecer(ou não)...talvez não necessariamente nesta ordem, e talvez, como já ocorreu muitas vezes, o ciclo não se complete com frequência(crescer e amadurecer principalmente), mas vou sempre
" cantar a beleza de ser um eterno aprendiz!"
O belo, no fim das contas, está na adversidade. A adversidade faz dos seres o que eles são. Coisas boas a gente curte, aproveita, como diz minha amiga em seu blog: http://www.baseadonosmeusfatosreais.blogspot.com/ no texto sobre a filosofia do carpe diem:"Colhe o dia, viva o hoje..." Na adversidade, seja paciente, observe, aprenda e cresça. Se porventura não for dessa vez,o crescer, com certeza o teste será numa outra circunstância, e aí, quem sabe? Não TEM QUE SER na primeira lição; cada um tem seu próprio tempo, como diz  o poeta Renato Russo na canção "Tempo Perdido".
Essa frase tola  e clichê "só me arrependo do que não fiz!" é conversa...a gente se arrepende sim, o tempo todo! de algo que não devia ter dito, de um ato impensado, de uma expressão mal colocada, de um mal julgamento, de ter comprado uma blusa caríssima que  nem estava precisando...enfim. O que a gente não precisa é se arrepender da nossa história. Se não te agrada ler 'seu livro', uma boa notícia: dá pra modificar o texto futuro. Sempre há de haver uma inspiração nova, que você, eu, poderemos utilizar para  nortear nossos escritos futuros. E quem sabe esta concepção de vida mal escrita se modifique, quando puder ver com um olhar amadurecido? Nem irá desejar escrever diferente, vai entender a lição, vai acolher sua história.
Por muito tempo me perguntei o porquê de algumas más circunstâncias  que tive na vida, às quais não dei causa. Pensava: "queria que tivesse sido diferente..." porém hoje, tenho as respostas e por incrível que pareça, sou grata pela experiência que tais circunstâncias me trouxeram. Gosto do que vejo, gosto de quem sou e como a vida me fez. Deus foi muito generoso comigo, pois apesar de respeitar meu  livre arbítrio, ele orientou maior parte de minhas escolhas. É uma questão pessoal, de fé, e por ser fé, não há o que explicar. Nossa história tem autor, co-autor,colaboradores diversos...se olharmos ao redor, saberemos identificar que são.
Agora que já comprou a tal blusa caríssima, paciência. Escolheu, experimentou...aprendeu? Se aprendeu, da próxima vez vai pensar melhor e só comprará se não tiver nenhum comprometimento, certo? Isso garota,amadureceu!
Não?! vai comprar sem poder de novo...
E o ciclo começa outra vez...esse ciclo chamado vida! a ela, um brinde!

Drica Mendes ; )

sábado, 23 de abril de 2011

Compreender a marcha...

No dia em que criei este blog, fiquei observando minha estante de livros e vi que há muitos que abandonei mesmo antes de chegar à metade...sabe estes livros extremamente desinteressantes, em que o autor "enche linguiça" até não poder mais e deixa pra gente a impressão de que ele fez isso só pra o livro  ficar mais "encorpado"? Pois é, não abro mão de nenhum dos meus livros, mas francamente  vira uma tormenta pra mim concluir tais leituras, entretanto,decidi que não vou me deixar vencer, vou concluir, terminar todos os que abandonei no caminho, uma questão de honra! ou persistência?
Bom, daí fiz um retrocesso e comecei a pensar em tudo o que eu deixei pelo caminho...e cheguei à conclusão de que isso não está certo. Essa mania de achar que porque não estou "hiper interessada" , dando piruetas e cambalhotas, devo deixar de lado. Persistência é a palavra. Sabe lá por exemplo se no curso de idiomas, ainda que ao final eu  não lograsse muito êxito, o que teria ganho? Se eu tivesse persistido, mesmo cansada por causa do trabalho, dos estudos,do cotidiano, em fazer algo  útil ao próximo ao menos uma vez na semana? Se eu tivesse mantido o hábito de falar com Deus todos os dias, e não somente quando estou "disposta"? Se  eu tivesse me mantido firme no propósito de ter toda a paciência do mundo ao ajudar meu filho na tarefa escolar? Se eu tivesse insistido em contar até 10 antes de explodir diante de uma situação adversa? Tantos "se"...  como saber se eu viver saltando do barco antes dele atracar em terra firme? Não estou dizendo que tenho que ser 100% em tudo, no entanto,terminar o que começamos é um bom caminho pra se descobrir o que nos espera ao final da caminhada além do objetivo óbvio. Desistir antes do fim é um boicote a si mesmo, cujo prejuízo recai sobre o próprio processo de desenvolvimento, descobertas, amadurecimento, crescimento...
Li certa vez num dos livros de M.J. Ryan sobre os ciclos das estações na nossa vida:
" (...) as pessoas atravessam estações-a primavera das novas possibilidades,onde tudo é excitante e fresco, o verão da realização, quando estamos cheios de energia e criatividade,o outono do desencantamento, quando começamos a perder o interesse, o inverno do decontentamento, quando nos sentimos vazios, com medo de ter perdido o entusiamo pela vida. Tentamos sempre permanecer no verão e recorremos a recursos que nos ajudem a impedir que entremos  no outono ou no inverno.(...) o inverno dura o tempo que for necessário, mas sempre acaba."
Se submeter  com coragem e boa vontade aos desafios que impomos a nós mesmos e principalmente aos que a vida nos impõe, é estar favorável ao processo de crescimento; cabe a cada indivíduo fazer sua escolha: adiar ou avançar?

Como diz um trecho da canção de Renato Teixeira:
" Penso que viver a vida seja simplesmente compreender a marcha, ir tocando em frente..."
Beijo no coração!
Drica


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Uma metamorfose ambulante...

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." Raul Seixas
Ler e escrever são hábitos que me acompanham desde a minha mais tenra idade. Lembro do meu primeiro livrinho, cujo título era "A cutia", pelo qual me apaixonei. Achei-o na casa da minha avó e andava com ele pra cima e pra baixo.
Partindo da leitura de uma obra auto-biográfica de ontem pra hoje, 19/20 de abril de 2011,  decidi de maneira muito acidental criar este blog: li finalmente o livro de Valéria Palizzi -e me arrependo de ter adiado tanto- vim à internet pesquisar sobre ela, precisava saber se ela havia conseguido resistir tanto tempo depois na luta pela vida. Tamanha foi minha satisfação com as surpresas que tive! ela cursou Comunicação Social, fez pos-graduação em literatura e continua escrevendo.
Me identifiquei com ela em vários aspectos. Fiquei pensando: sempre tive vontade de escrever além dos meus diários-hábito que cultivo desde o início da adolescência e que já me rendeu vários apuros- tenho tantas reflexões sobre tantas coisas...
Vai ser hoje, agora: criei o blog.
O título deste texto é uma definição de mim mesma, da qual me orgulho. Estar sempre aberto a questionar   nossas concepções e idéias, flertando com o novo, é uma postura essencial para o desenvolvimento, crescimento, maturidade e renovação da mente. Uma postura preconceituosa e conservadora às vezes nos leva a cometer alguns erros. Faz-se necessário analisar, refletir e reter o que for válido, o que for aproveitável. Graças a Deus já revi tantos conceitos, tantas idéias equivocadas oriundas de preceitos religiosos, não cristãos, de mentes sequeladas, enfim ...
Somos aprendizes e todos, sem exceção, tem sempre algo a ensinar...pode observar.
Beijo no coração,
Drica